Política de privacidade e redes socias

Como uso redes sociais (e o que não respondo por DM)

{imagem: mão segurando celular com app de mensagem aberto, desfocado; alt-text “Uso profissional de redes sociais por médico”}

Uso redes sociais para fazer educação em saúde — não para atender paciente. Essa distinção é a única regra que não negocio. O que segue explica como opero e o que você pode esperar.

O que eu posto

Conteúdo que considero útil: informação sobre doenças reumatológicas, desfazendo mitos que escuto no consultório, pontes entre pergunta frequente e evidência atualizada. Uso linguagem de paciente, não de colega médico. Quando compartilho um artigo científico, já li o suficiente para entender os pontos principais — mas curtir ou republicar não é endosso irrestrito.

Não uso redes para divulgar promoção, desconto ou “milagre”. Não faço rifa, não sorteio consulta, não faço antes-e-depois. Isso é exigência da Resolução CFM 2.336/2023 (publicidade médica) — e é também o tipo de conteúdo que desconfio ver no perfil de um colega.

O que eu não respondo em DM

Diagnóstico ou conduta individualizada não acontecem por mensagem direta. Não importa se é Instagram, WhatsApp ou e-mail. Os motivos são três:

    • Diagnóstico exige anamnese e exame físico. Mesmo a telemedicina formal, regulamentada pela Resolução CFM 2.314/2022, tem regras claras sobre quando pode ou não substituir a consulta presencial.

    • Não consigo garantir a confidencialidade do canal e o registro adequado do que foi conversado. A LGPD (Lei 13.709/2018) impõe cuidado com dado de saúde — canal aberto de rede social não atende a esse cuidado.

    • Conduta dada fora de contexto pode causar dano. Um sintoma pontual que por mensagem parece trivial pode ser a primeira manifestação de doença sistêmica.

Se você mandar dúvida por DM, a resposta vai ser uma variação de: “tópico interessante, vou tratar em post/vídeo” ou “para isso, precisa de consulta”. Sem exceção.

Dados de paciente não aparecem aqui

Não compartilho foto, nome, imagem de exame, prontuário ou história reconhecível de paciente. Quando uso caso clínico para ensinar, o caso é composto de elementos de pacientes diferentes, ou é inventado. Se em algum momento eu quiser compartilhar a história real de alguém — o que é raro — é com consentimento explícito e por escrito.

IA e busca automática

Paciente chega ao consultório com printscreen do ChatGPT, Gemini e Google, cada vez mais. Não é problema — é bom que você tenha pesquisado antes. O que faço na consulta é separar a resposta útil da resposta errada. Se você mandar um print do ChatGPT por DM perguntando se está certo, a resposta continua sendo a mesma: levamos para a consulta.

Não uso IA para gerar texto clínico que vai ao ar sem revisão. Posso usar ferramenta para ajudar a organizar material, mas o que é publicado passa pelo meu crivo editorial.

Meus canais

    • Blog (este site): conteúdo mais longo, revisado, com referência de diretriz.

    • Instagram : posts curtos, vídeos, respostas a dúvidas gerais.

    • Facebook : posts curtos, vídeos, respostas a dúvidas gerais.

    • TikTok : posts curtos, vídeos, respostas a dúvidas gerais.

    • WhatsApp do consultório {link-externo: whatsapp-agendamento}: só para agendamento e orientação administrativa, não clínica.

Aceito solicitação de amizade apenas de amigos pessoais. Contato profissional vai pelos canais acima.

Sobre tempo de resposta

Não sou atendimento 24/7. Se você é meu paciente e precisa de orientação urgente, o canal é o consultório, não rede social. Em emergência — dor torácica, falta de ar, febre com confusão mental — a resposta é pronto-socorro, não DM.

{CTA: agendar-consulta}


Esta política é viva. Regulamentação de saúde digital e CFM muda, e o texto acima é revisado quando a norma muda.

Rolar para cima